Jermaine Dupri e a disputa de royalties da So So Def com a Sony Music
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Jermaine Dupri e a So So Def processam a Sony por mais de US$ 18 milhões em royalties

Ação na corte federal de Nova York acusa a major de anos de contabilidade irregular em catálogo clássico do hip-hop e R&B

Ação na corte federal de Nova York acusa a major de anos de contabilidade irregular em catálogo clássico do hip-hop e R&B

O mercado fonográfico americano ganhou mais um processo pesado de catálogo clássico: Jermaine Dupri e as empresas da So So Def processaram a Sony Music Entertainment por mais de US$ 18 milhões em royalties que, segundo a queixa, teriam sido subpagos ou simplesmente não reportados ao longo de décadas.

A ação foi protocolada na corte federal do Southern District of New York e descreve uma relação contratual de cerca de 32 anos entre o selo de Atlanta e a major - marcada, na visão dos autores, por práticas contábeis irregulares e prejuízo contínuo ao negócio da So So Def.

No centro do caso está um pacote de gravações e créditos de produção que atravessam o auge comercial do hip-hop/R&B dos anos 90 e 2000. A queixa aponta, entre outros nomes, Kris Kross, Xscape, Da Brat, Jagged Edge, Usher, Mariah Carey, Bow Wow, J-Kwon e Bone Crusher, além do trabalho do próprio Dupri como artista.

Um dos exemplos mais concretos: segundo Dupri, a Sony não reportou royalties de produtor/override dos dois primeiros discos do Kris Kross - Totally Krossed Out (1992) e Da Bomb (1993) - até 2023, e ainda restariam mais de US$ 2,2 milhões só nessa fatia. Há também acusações de cross-collateralization indevida e de statements que, mesmo depois de "corrigidos", não cobririam o prejuízo histórico. No caso Xscape, a queixa diz que a major ainda trata o grupo como tendo mais de US$ 1,5 milhão unrecouped décadas após discos platinados.

Processo de royalty não é fofoca de timeline: é o osso da indústria. Quando um fundador do tamanho de Dupri leva a major pra corte federal, o debate sai do "quem mandou no verão" e entra em quem controla o dinheiro do catálogo. Um desk audit de 2025 (Gelfand, Rennert & Feldman) e um acordo de tolling no fim de 2025 teriam preparado o terreno antes da ação.

A Sony ainda não "perdeu" nada em mérito. O que existe agora é uma alegação judicial com pedido mínimo de US$ 18 milhões, juros, honorários e júri. Qualquer número final depende de prova, defesa e eventual acordo.