Atualização em 13 de outubro de 2026: Lil Durk foi absolvido de todas as acusações do primeiro julgamento federal em 11 de setembro. A decisão foi relatada pela Reuters. A cobertura anterior desta página, que ainda aguardava o veredito, estava desatualizada.
O rapper ainda responde a acusações separadas relacionadas a racketeering e armas. Segundo a Los Angeles Magazine, uma ordem de 30 de setembro transferiu esse segundo julgamento para 30 de agosto de 2027. A absolvição de setembro se refere ao caso julgado naquele mês; ela não equivale ao encerramento de todas as acusações.
O que o júri decidiu em setembro
O primeiro julgamento tratou do ataque de agosto de 2022 que matou Saviay'a Robinson, primo de Quando Rondo, em Los Angeles. Durk Banks, nome de Lil Durk, foi considerado inocente de todas as acusações apresentadas ao júri nesse julgamento.
A Reuters informou que os corréus Deandre Wilson e David Lindsey também foram absolvidos das acusações relacionadas a murder-for-hire, mas receberam condenações em acusações de perseguição. O resultado de cada réu, portanto, precisa ser tratado separadamente.
Por que haverá outro julgamento?
As acusações de racketeering foram separadas do julgamento de agosto. A Los Angeles Magazine relata que novas acusações haviam sido acrescentadas em 31 de julho, pouco antes do início do julgamento, e que o juiz Michael W. Fitzgerald considerou necessário mais tempo de preparação.
A data inicialmente prevista para outubro foi substituída pela de agosto de 2027. As reportagens de setembro também registraram que Durk continuava sob custódia enquanto aguardava esse caso e que havia uma audiência de revisão de liberdade marcada para 4 de novembro. Esses registros têm data: não constituem uma confirmação em tempo real da situação prisional.
Contexto da cobertura até 4 de setembro
Os trechos abaixo registram as teses da acusação, as respostas da defesa e os depoimentos descritos antes do veredito. As alegações são atribuídas às partes e devem ser lidas junto ao resultado de absolvição informado acima.
Como o caso de Lil Durk começou
Para entender por que Lil Durk está sendo julgado, é preciso voltar a 6 de novembro de 2020. Naquela noite, King Von foi morto em Atlanta depois de uma briga do lado de fora de uma casa noturna. O confronto envolveu pessoas ligadas a Quando Rondo, e um integrante do grupo de Quando foi acusado de atirar em Von.
Durk e Von eram próximos e faziam parte da mesma história dentro da OTF, a Only The Family. A partir daí, segundo a acusação federal, Quando Rondo virou alvo de uma campanha de vingança.
É importante separar essa acusação do que já está comprovado. A morte de King Von e o ataque de 2022 são fatos. A afirmação de que Lil Durk ordenou ou financiou uma retaliação é a tese que os promotores precisam provar ao júri.
O governo também apresentou no julgamento uma suposta tentativa anterior de localizar e atacar Quando Rondo na Geórgia, em 2021. Kavon Grant falou sobre esse episódio em depoimento. A defesa contesta a narrativa e a credibilidade dos cooperadores que passaram a testemunhar contra Durk.
O ataque contra Quando Rondo em Los Angeles
Em agosto de 2022, Quando Rondo estava em Los Angeles. Segundo documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, cinco homens viajaram de Chicago para a Califórnia no dia anterior ao ataque.
A acusação afirma que parte dessa viagem foi paga por uma pessoa próxima de Durk e que, perto do momento em que as passagens foram compradas, uma mensagem atribuída ao rapper dizia para não reservar voos em nomes ligados a ele.
Durk também viajou para a Califórnia naquele dia em um jato particular acompanhado de Kavon Grant. Os promotores dizem que Grant comprou máscaras e pagou a hospedagem de outros integrantes usando um cartão no nome de Banks.
No dia 19 de agosto de 2022, dois veículos seguiram Quando Rondo por Los Angeles. O ataque terminou em um posto de gasolina perto do Beverly Center, onde homens abriram fogo contra o carro em que Quando estava. O Departamento de Justiça afirma que foram disparados pelo menos 18 tiros.
Quando Rondo não foi atingido. Lul Pab, que estava com ele, morreu.
O que a promotoria diz que Lil Durk fez
A tese federal não é de que Lil Durk estava entre os atiradores. O que os promotores tentam provar é que ele teria colocado dinheiro e a estrutura ao redor da OTF à disposição de um plano para matar Quando Rondo.
A acusação cita viagens, reservas, veículos, cartões, mensagens, movimentações financeiras e testemunhos de pessoas que admitiram participação no caso. Também sustenta que havia uma recompensa pela morte de Quando.
Durante o julgamento, três nomes ligados à operação passaram a ter peso especial: Kavon Grant, Kacey "OTF Jam" Hester e Keith "Flacka" Jones. Eles fecharam acordos ou passaram a cooperar com o governo e testemunharam sobre o que dizem ter acontecido antes e depois do ataque.
Hester, um dos homens que admitiram participação no tiroteio, atribuiu a Durk a responsabilidade por colocar o grupo naquela situação. Grant afirmou que conversou com Banks enquanto Quando Rondo era seguido em Los Angeles. Jones também falou sobre uma recompensa que teria sido mencionada antes da viagem.
Esses depoimentos são parte da prova apresentada pela promotoria, mas não são um veredito. A credibilidade dessas testemunhas virou justamente um dos principais campos de batalha do julgamento.
A defesa diz que Vonnie organizou o plano
Desde os argumentos de abertura, os advogados de Lil Durk tentam inverter o centro da história apresentada pelo governo.
A defesa diz que Kavon Grant foi quem cuidou da logística da viagem e do ataque sem receber uma ordem de Durk. Grant era assistente pessoal do rapper e tinha acesso a cartões, reservas e tarefas do dia a dia, o que, segundo os advogados, explica por que seu nome aparece em várias partes da logística sem necessariamente conectar Banks ao crime.
Os advogados também destacaram que Grant tinha uma relação própria com King Von e que teria motivos pessoais para buscar vingança. Quando passou a enfrentar acusações federais, diz a defesa, ele ganhou um incentivo para apontar alguém maior no caso e tentar reduzir sua própria pena.
O contra-interrogatório trouxe gravações de telefonemas feitos por Grant da prisão. A defesa usou essas conversas para questionar a forma como ele falava sobre seu futuro depoimento e para sugerir que estava preocupado em apresentar uma versão convincente da história. Grant manteve que estava dizendo a verdade.
Os advogados fizeram ataques parecidos à credibilidade de OTF Jam e de outros cooperadores, destacando acordos com a promotoria, mudanças em versões e o benefício que uma colaboração pode trazer na hora da sentença.
O que aconteceu na reta final do julgamento
A promotoria encerrou seu caso na manhã de 3 de setembro. Depois disso, a defesa chamou suas próprias testemunhas e terminou a apresentação no mesmo dia.
Entre as pessoas ouvidas pela defesa estavam conhecidos de Durk, pessoas ligadas a King Von, familiares de testemunhas da acusação, um ex-executivo da Alamo Records e o engenheiro de gravação Justin Gibson.
Gibson afirmou que estava com Durk e Grant na viagem para Los Angeles em agosto de 2022 e que não ouviu uma conversa em que o rapper teria dado ordem para matar Quando. Ele também explicou que era normal Grant cuidar de reservas, dinheiro e cartões ligados à rotina de Durk.
No contra-interrogatório, porém, a promotoria usou letras e músicas de Durk para pressionar Gibson sobre referências a violência e vingança. O engenheiro disse que seu trabalho era gravar as músicas e que não interpretava as letras como confissões literais.
A esposa de OTF Jam também foi chamada pela defesa e disse não ter ouvido ninguém ordenar que o marido viajasse para a Califórnia.
Lil Durk não subiu ao banco de testemunhas. DeDe Wilson e David Lindsey também decidiram não depor. Nos Estados Unidos, um réu criminal tem o direito de permanecer em silêncio, e essa escolha não pode ser tratada pelo júri como prova de culpa.
Por que Lil Durk foi preso em 2024
Durk foi preso em outubro de 2024, mais de dois anos depois do ataque.
Segundo o Departamento de Justiça, quando outros investigados no caso foram presos em Chicago, o FBI descobriu que Banks estava reservado em três voos internacionais que deixariam os Estados Unidos naquele dia. Ele acabou detido perto do Aeroporto Internacional de Miami.
A prisão virou um dos momentos mais conhecidos do caso, mas o fato de ele ter viagens internacionais marcadas não decide a acusação de murder-for-hire. O julgamento atual trata das provas sobre sua suposta participação no plano de 2022.
Desde então, Durk permaneceu sob custódia federal e teve pedidos de liberdade negados enquanto o processo avançava.
Acompanhe a cobertura
Leia também a atualização sobre a separação das acusações e o segundo julgamento.
Revisão editorial em 13 de outubro de 2026: atualização do veredito, da previsão do segundo julgamento e dos resumos desta página. A data original de publicação e o endereço foram preservados.