A modelo e artista visual Marina Ribeiro publicou nesta quinta-feira (15) um vídeo em que relata ter sido agredida e roubada depois de aceitar uma carona do rapper Jé Santiago. Segundo ela, duas mulheres desconhecidas entraram no carro durante o trajeto, a ameaçaram, agrediram e levaram seus pertences. Marina afirma que o artista foi embora e a deixou sozinha após o episódio.
A publicação aparece no Instagram de Marina, @afromaari, com uma marcação ao perfil @jovemsanti. A TrapGround verificou a existência do vídeo e do perfil, mas não teve acesso aos documentos citados nem confirmou de forma independente as circunstâncias das agressões narradas.
O que Marina contou sobre a carona
Marina diz que estava em um after e que, ao fim do encontro, ficou sem bateria no celular. Sem um carregador compatível por perto, aceitou uma carona de Jé Santiago, acreditando que ele ainda morava nas proximidades de sua região, na Zona Sul de São Paulo.
O caminho teria seguido normalmente até a proximidade de seu bairro, quando, segundo ela, duas mulheres entraram no veículo. Marina afirma que foi ameaçada, agredida e roubada, ficando até sem os calçados. Relatou hematomas na boca, no braço e no joelho e disse que precisou de aproximadamente duas semanas para se recuperar.
Ela contou que o telefone estava com o rapper porque ele acompanhava a navegação durante o trajeto. Depois do episódio, segundo Marina, uma moradora precisou ajudá-la a voltar para casa.
Marina diz que não busca fama na cena trap
Uma das partes centrais do vídeo é a explicação de por que decidiu falar publicamente. Marina afirma que não trabalha no meio do trap, que seu nicho é outro e que está tornando o relato público para pedir ajuda e alertar outras mulheres.
"Eu não participo desse meio do trap, não faço parte [...] não tem motivos pra querer fama em cima disso."
A modelo também disse ter recebido relatos de outras mulheres sobre o comportamento do rapper. Ela não apresentou, no trecho analisado, documentação que permita confirmar essas outras alegações.
BO, exame de corpo de delito e manifestação de Jé Santiago
Segundo Marina, quando conseguiu chegar em casa procurou atendimento em pronto-socorro, registrou boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito no IML. Ela diz que pretende mostrar fotos das lesões. Até o fechamento desta matéria, a redação não examinou o BO, o laudo ou os registros médicos.
O relato atribui diretamente os golpes físicos às duas mulheres. Marina questiona a conduta de Jé Santiago durante e depois da carona, mas a publicação, sozinha, não demonstra que ele tenha planejado ou participado de um roubo ou agressão. A versão do rapper não foi obtida nesta apuração e o espaço segue aberto para eventual manifestação.
