XXXTentacion: O Artista Que Mudou Tudo Que Eu Conhecia
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XXXTentacion: O Artista Que Mudou Tudo Que Eu Conhecia

Eu tinha apenas 12 pra 13 anos quando eu ouvi o X pela primeira vez. na época que eu ficava o dia todo em grupos no facebook, apareceu um vídeo dele fazendo um show foda pra caralho de "Look At Me", ouso dizer que foi onde muita gente conheceu ele também. fui pesquisar mais sobre quem ele era, não entendia muito de rap estadunidense nessa época, mas a persona dele me "chocou". o que ele fazia era muito diferente do que eu ouvia, como por exemplo Chris Brown, Travis Scott, Lil Wayne, Flo Rida, entre outros que estavam em alta entre 2012 e 2016 por influência de primos, amigos mais velhos e, com certeza, por causa de trilhas sonoras de filmes. então sim, LOOK AT ME foi surreal pra mim naquela época. então eu resolvi resumir um pouco da história dele e da sua discografia.

O nome dele Jahseh Dwayne Ricardo Onfroy, mas o mundo conheceu ele como XXXTENTACION. nascido em Plantation, na Flórida, em 1998, teve uma infância conturbada, passou por problemas familiares, foi expulso da escola, se envolveu em brigas e acabou indo parar em centros de detenção juvenil ainda adolescente. foi nesse período que começou a levar a música mais a sério.

Durante uma dessas passagens pela detenção juvenil, fortaleceu a relação com Ski Mask the Slump God (Stokeley Goulbourne). algumas versões dizem que eles já se conheciam antes, mas foi ali que consolidaram a parceria criativa. a partir daí, tornaram-se colaboradores frequentes e fundaram o coletivo Members Only, peça central na fase underground da carreira do X.

Ele ouvia de tudo, de nu-metal a rap, citava Kurt Cobain como inspiração, e isso explica muito da mistura que ele faria depois.

Antes de qualquer contrato ou chart, ele já lançava muita coisa solta na internet. em 2014 saiu The Fall, projeto lançado no SoundCloud que já mostrava um lado mais emocional e sombrio. em 2015 vieram Members Only, Vol. 1 e Members Only, Vol. 2, consolidando o coletivo como parte importante daquela cena underground da Flórida. além disso, tinham vários sons não oficiais, demos, faixas apagadas, músicas que ele mesmo deletava depois. era tudo muito internet, muito momento, muito cru.

"Look At Me" foi o ponto de virada. lançada originalmente no SoundCloud em 2015, a música saiu do underground, entrou na Billboard Hot 100 e, em 2017, chegou ao número 34. aquilo colocou o nome dele no mainstream de vez. teve polêmica envolvendo Drake por conta de um flow parecido em "KMT", o que só aumentou a exposição. mas mais do que polêmica, era a energia da música que chamava atenção: simples, agressiva e impossível de ignorar.

Em 2017 ele lançou o album 17, que mudou a percepção de muita gente. saiu um pouco do grito e entrou em temas como depressão, solidão e ansiedade. foi um álbum mais pessoal e menos caótico. dividiu crítica, mas conectou muito com o público. músicas como "Jocelyn Flores" ampliaram ainda mais o alcance dele.

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Em 2018 veio o album "?", que estreou em primeiro lugar na Billboard 200. "Sad!" virou o maior hit da carreira e alcançou o topo da Billboard Hot 100 após a morte dele. o disco misturava trap, acústico, rock e até elementos mais experimentais, mostrando que ele não queria ficar preso a um formato só.

A carreira dele sempre caminhou junto com problemas legais. X enfrentou acusações de agressão agravada contra sua ex-namorada Geneva Ayala, além de acusações de cárcere privado e manipulação de testemunha. ele se declarou inocente até a morte. com o falecimento dele, o processo foi encerrado sem julgamento. isso sempre dividiu a opinião pública e faz parte da história dele, gostando ou não.

No dia 18 de junho de 2018 ele foi morto durante um assalto em Deerfield Beach, na Flórida, aos 20 anos. a morte fez os números crescerem ainda mais e consolidou ele como um dos nomes mais impactantes da geração soundcloud.

Depois vieram os projetos póstumos, como Skins (2018) e Bad Vibes Forever (2019), além de várias participações com artistas como Trippie Redd e Lil Pump. em 2021, músicas raras dele foram lançadas como NFTs, mostrando como o nome dele continuou gerando movimentação mesmo anos depois.

E uma coisa que pra mim pesa muito é a conexão dele com Lil Peep. quando saiu "Falling Down", colaboração póstuma dos dois em 2018, aquilo representava mais do que só um feat. o peep foi um dos artistas que me fez entender o que era o emo trap de verdade, e o X ajudou a levar essa estética para uma escala muito maior. os dois, cada um do seu jeito, empurraram essa melancolia pro centro do rap daquela geração.

Independente das opiniões divididas, é inegável que o X marcou uma transição no rap daquela época. ele misturou gêneros, levou saúde mental pro centro da conversa e construiu uma base de fãs extremamente fiel em pouco tempo. pra quem conheceu ele através de um vídeo caótico no facebook, foi um choque. e, querendo ou não, foi um dos artistas mais comentados da década.

Look at Me: XXXTentacion Full Documentary

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