Fim do Monopólio? Live Nation e Ticketmaster são condenadas nos EUA
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Fim do Monopólio? Live Nation e Ticketmaster são condenadas nos EUA

Em abril de 2026, um júri nos Estados Unidos concluiu que a Live Nation operou como um monopólio ilegal no mercado de música ao vivo, violando leis antitruste federais e estaduais. O veredito veio após um julgamento de sete semanas e quatro dias de deliberação. A empresa, que também controla a Ticketmaster - ambas parte da Live Nation Entertainment -, já havia negado prática anticompetitiva.

O que ainda falta

As penalidades não foram definidas. Entre as possibilidades estão multas e medidas mais duras, como a separação entre Live Nation e Ticketmaster.

A decisão do júri chega mesmo depois de um acordo preliminar recente, que previa a venda de 13 anfiteatros, a limitação de contratos de exclusividade a quatro anos e a abertura da plataforma da Ticketmaster para concorrentes como SeatGeek e Eventbrite. Parte dos estados envolvidos considerou isso insuficiente e seguiu com o processo.

Como o caso chegou aqui

A ação foi movida em 2024 pelo Departamento de Justiça dos EUA, junto com procuradores-gerais de 38 estados. A alegação: contratos de exclusividade, pressão sobre rivais e posição dominante para limitar concorrência e elevar preços.

O caso ganhou contorno político após relatos de que o presidente Donald Trump teria participado das negociações do acordo inicial - o que levou senadores a pedirem revisão judicial, sob suspeita de interferência.

Durante o julgamento, vieram a público mensagens internas de executivos discutindo preços altos e fazendo comentários depreciativos sobre consumidores. Isso reforçou a argumentação dos autores da ação.

O tamanho da concentração

A Live Nation controla mais de 265 casas de shows na América do Norte, incluindo mais de 60% dos 100 maiores anfiteatros dos Estados Unidos. A Ticketmaster responde por cerca de 80% da venda de ingressos em grandes venues. Esses números estiveram no centro da discussão o processo inteiro.

Para quem compra ingresso - e para quem sobe no palco - a tendência é a mesma de anos: menos alternativas, preço mais alto, e agora um júri dizendo em voz alta o que a cena já sentia.